Abelhas e seus produtos – Expectativas futuras

By Vinicius|janeiro 11, 2017|Mercado 2017|0 comments

O forte crescimento das exportações de mel em 2014 permitiu ao Brasil avançar seis posições no ranking mundial, saindo da 14ª para a 8ª posição em termos de valor, segundo dados da área de inteligência comercial da Associação Brasileira de Exportadores de Mel (Abemel), esse salto nas vendas ao exterior em 2014 se deve à qualidade do mel brasileiro, que está melhorado graças às condições de clima, solo, florada e genética das abelhas que permitem uma produção livre de resíduos. O mel brasileiro vem atendendo cada vez mais os padrões de qualidade exigidos pelo mercado internacional, fruto do trabalho realizado com os produtores e entrepostos há alguns anos.

No entanto, o ano de 2015 houve uma grande queda na produção de mel, causado por problemas climáticos como excesso de chuva no Sul e seca forte no Nordeste, o qual prejudicou a polinização das plantas e reduziram a atividade das abelhas.

Abelhas e colmeias inteiras vêm desaparecendo, desde 2007 o país tem registrado morte súbita das abelhas, onde estudos relatam que o uso indiscriminado de agrotóxico é responsável por 50% das mortes. O principal motivo é a combinação de pesticidas e fungicidas que acabam contaminando o pólen que elas coletam para alimentação da colmeia, causando danos à capacidade de navegação dos insetos. Onde as abelhas saem das colmeias para a polinização e simplesmente não retornam, morrendo longe de casa.

Com o desaparecimento das abelhas, além da falta da produção de mel, o país cessa 70 de 100 alimentos produzidos, pois além da produção de mel, cera, própolis, pólen, seu veneno utilizado na apiterapia às abelhas cumprem um papel infinitamente mais relevante, onde são os melhores e mais eficientes polinizadores da natureza, responsável pela produção e perpetuação de milhares de espécies vegetais, produzindo alimentos, conservando o meio ambiente e mantendo o equilíbrio dos ecossistemas.

Portanto, o mel e seus derivados têm uma importância fundamental em várias regiões geográficas do planeta. Além dos aspectos econômicos relacionados com a sua produção, distribuição, comercialização, geração de trabalho e renda interna ou externa às regiões e áreas produtoras, o seu uso como alimento e fonte de energia em muitos lugares em situação de vulnerabilidade econômica, social e alimentar é essencial a estas comunidades. Também sua produção estimula a cooperação entre os produtores, geralmente pequenos agricultores familiares que se associam para garantirem melhores condições, inclusive de preservação das áreas e plantas essenciais às abelhas. Um impacto sobre a saúde das colmeias terá consequências imediatas na disponibilidade mundial deste produto, assim como de outros alimentos que necessitam da polinização realizada por estes insetos.

 

Por Beatriz Chamão de Medeiros

Médica Veterinária formada pela FACASTELO – ES. Especialização em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais.

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